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As 5 Linguagens de Valorização na Liderança

AS 5 LINGUAGENS DE VALORIZAÇÃO NA LIDERANÇA

Um dos estudos mais significativos para mim a respeito do comportamento humano, além da Teoria DISC é claro, foi o das 5 Linguagens do Amor de Gary Chapman. Isso mesmo, AMOR. Não sei o problema que muitos de nós tem com esta palavra, mas o fato é que sentimos amor pelas pessoas de quem gostamos e para mim, quando o assunto é amor, há uma escala com diversos níveis, que variam de acordo com as pessoas, ambientes e situações – o que não varia é o sentimento.

Gary Chapman associa o amor com a valorização. Na primeira versão de seu estudo, o famoso livro As 5 Linguagens do Amor, fortemente voltado para casais e relacionamentos muito pessoais, amar é sinônimo de valorizar. Se eu amo alguém, quero valorizar e com isso fazê-lo sentir-se especial ou importante em algum aspecto.

Seus estudos continuaram com alguns outros focos, mas sempre falando do Amor enquanto Valorização até que escreveu As 5 Linguagens de Valorização Pessoal. Nele, Chapman propõe uma visão mais equilibrada e por consequência menos romântica a respeito do valor que cada pessoa possui para a outra nos relacionamentos, sejam pessoais ou profissionais. Neste momento ficou bem mais “tranquilo” trazer este estudo para a contextualização de fenômenos no ambiente de trabalho e principalmente na liderança.

Inclusive, se você quiser estudar um pouquinho mais sobre isso e não tiver tanto tempo assim para isso, sugiro que faça um paralelo sobre As 5 Linguagens propostas por Gary Chapman, com as breves falas de Ben Ambridge, em seu livro PSY-Q a respeito dos sistemas de incentivos de cada pessoa. Cada um de nós possui em seu ser algum tipo de padrão de incentivos, ou como eu gosto de chamar, sua moeda de troca favorita. Chapman propõe que estes incentivos podem se resumir em 5: Palavras de Afirmação, Tempo de Qualidade, Presentes, Toque Físico e Atos de Serviço, e propõe ainda que cada um de nós tem uma linguagem primária que pode ser a mesma para os relacionamentos pessoais e para os profissionais ou não.

Algumas pessoas se sentem mais reconhecidas e valorizadas quando recebem palavras que emitam mensagens de reforço positivo, encorajamento ou motivação. É importante salientar que as palavras em si correspondem apenas ao conteúdo literal de uma mensagem. Segundo o clássico estudo do Professor e Psicólogo Albert Mehrabian, o tom de voz, a expressão facial e corporal são canais muito poderosos que também compõe a mensagem. Algumas vezes nossas palavras dizem uma coisa, enquanto o tom de voz afirma outra completamente diferente. Podemos, portanto, enviar mensagens dúbias ou incongruentes e isso pode fazer toda a diferença. Desta forma, cabe ao bom comunicador alinhar o seu tom de voz e a sua linguagem corporal às palavras que ele verbaliza. Porém, muito cuidado pois elogiar por elogiar, sem sinceridade, será como um tiro no pé.

Para outras pessoas, a linguagem principal de valorização tem a ver com a atenção e o tempo que são dedicados a elas. Neste caso, o ato de estar próximo e de fazer junto possui um significado muito mais valioso. Tempo de qualidade tem a ver com passear juntos, escutar, dividir bons momentos e olhar “olho no olho”. Também tem a ver com conceder a nossa total atenção à pessoa que queremos valorizar. Enquanto as palavras de afirmação focalizam o que queremos dizer, o ato de ceder o nosso tempo e atenção para o outro focaliza em nossa disposição para ouvir. Um cuidado muito importante a se ter é quanto à consciência do tempo que você tem e do quanto você está realmente dedicando dele às pessoas que deseja ou precisa valorizar.

Cada um de nós possui em seu ser algum tipo de padrão de incentivos, ou como eu gosto de chamar, sua moeda de troca favorita

Em suas inúmeras viagens conduzindo estudos antropológicos, Gary Chapman observou que em todas as culturas o ato de presentear faz parte do processo de reconhecer e valorizar as pessoas com as quais nos relacionamos. Na realidade, este processo vem sempre acompanhado do ato de conceder algo (tempo, elogios, carinhos…). Para algumas pessoas, faz diferença quando o que é cedido pode ser tocado, não importando, na grande maioria das situações, se é caro ou se é barato. O que importa é o símbolo concreto, visual e palpável dessa ação. É como se funcionasse como uma prova dos sentimentos envolvidos. Além disso, enquanto existir o símbolo, os sentimentos poderão ser revividos e as memórias dos bons momentos poderão ser despertadas. Você muito provavelmente deve ter em sua casa um ou mais presentes que recebeu há tempos e que, se vê-los e tocá-los agora, com certeza despertará em você boas memórias.

Segundo Gary Chapman, inúmeras pesquisas na área de desenvolvimento infantil denotam o quão importante é o toque físico para a comunicação do amor, o processo de valorização e a consequente construção da autoestima da criança. Estudos comprovam que os bebês que são tomados nos braços, beijados e abraçados desenvolvem uma vida emocional mais saudável do que os que são deixados durante um longo período de tempo sem contato físico. O toque físico é, portanto, quando apropriado, um poderoso veículo de comunicação para dizer o quanto você ama ou valoriza a pessoa ao seu lado. Porém, um cuidado muito importante é quanto ao fator cultural, principalmente no trabalho, onde em alguns países, é muito importante ter o discernimento para saber se o toque físico é realmente apropriado.

Para certas pessoas, o ato de ajudar e de servir conta mais no processo de reconhecimento e valorização. Se o seu parceiro ou colega tem essa linguagem como sua principal, então certamente existem tarefas que ele(a) irá gostar que você as faça. Do mesmo modo, se ele(a) estiver atarefado com alguma coisa e receber uma providencial ajuda sua, muito provavelmente suscitará o seguinte pensamento: “Nossa, como ele(a) se preocupa comigo e com o que eu tenho que fazer… Ele(a) realmente me valoriza!”. Portanto, para valorizar alguém com um ato de serviço, basta se preocupar mais com as coisas que ele faz ou tem que fazer e ajudá-lo com tarefas que você, muito provavelmente, sabe que ele gostaria que você fizesse.

Nos programas de Desenvolvimento de Líderes que eu conduzo, este é um conteúdo obrigatório quando o assunto é Autoconhecimento. É importante para o Líder conhecer suas preferências de valorização pessoal, seja na vida particular ou no ambiente de trabalho e, assim como todo modelo de comportamento, conhecer também a dinâmica de como funcionam os outros modelos nas outras pessoas. Uma boa dica para saber é pensar naquilo do que a outra pessoa mais reclama nos relacionamentos, ver se isso não é o que geralmente ela mais proporciona aos outros também nos relacionamentos, afinal gostamos de proporcionar aquilo que esperamos receber.

Por fim, a dica aqui não é você mudar a sua linguagem primária, até porque Gary Chapman acredita que ela não muda, mas sim você tornar-se poliglota, ou seja, estar apto a dar e receber valorização – ou se preferir, amor – nos relacionamentos de várias formas possíveis. Se você quiser saber com um pouco mais de clareza quais são as suas linguagens primárias de valorização pessoal no trabalho e vida particular, envie um e-mail para fabricio@albcon.com.br que eu enviarei uma pesquisa inteiramente gratuita