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A dor da aprendizagem

Atualmente estou focada em aprender inglês e impressionada como a aprendizagem tem o poder de nos motivar ou desmotivar. Ela nos leva à extremos, como se fosse uma roda gigante: em um momento feliz por estar melhor que ontem, em outro decepcionado, por não compreender o assunto e não conseguir avançar.

Às vezes você se sente atropelado por avalanche de novas informações, sua cabeça fica confusa e começa a doer, a impressão é que você não vai conseguir reter tudo aquilo, parece que o conteúdo quer fugir para um lugar bem longe e você nunca mais vai lembrar dele.

Mas calma, precisamos compreender e lidar com esse processo chamado: Mudança! Segundo Fischer o processo de mudança na aprendizagem tem 8 fases:

Imagina quantos desafios há para ultrapassar cada uma dessas fases!

(Leia também – 2017 um cenário propicio para criatividade e inovação)

Em sala de aula já vi colegas desistindo na fase da ameaça (a pessoa se dá conta que seu nível de habilidade não é suficiente). Não é ameaçador ser obrigado a falar inglês sem ter pleno domínio das palavras?

Aprender exige sair da nossa zona de conforto, se desafiar, olhar para o novo, aceitar que há um caminho que precisa ser percorrido

Eu constatei também que a maturidade auxilia muito no equilíbrio das emoções e a ponderar mais a vontade de desistir. Eu mesmo comecei inglês por duas vezes quando era mais nova e não passava do 3º mês. Pois bem, minha nova saga já dura um ano, muito bem aproveitado por sinal.

Outro fator que auxilia muito é o autoconhecimento. Já ouviu falar sobre a teoria das inteligências múltiplas de Howard Gardner? A minha é lógico-matemática e isso me leva a estruturar todas as informações que aprendo: uso mapa mental, cores, formas e imagens para conectar ideias, a informação precisa fazer sentido para que eu possa aprender. Pesquise qual é o seu tipo de inteligência e adapte o seu método de aprendizagem a ela!

 

Ainda falando sobre autoconhecimento eu não poderia deixar de mencionar a teoria da Aprendizagem Vivencial de Kolb e seu LSI (Learning Style Inventory) que descreve a maneira como as pessoas aprendem e lidam com as ideias no dia-a-dia. Eu realizei o teste e o resultado foi convergente (a descrição desse estilo vai ao encontro do meu tipo de inteligência – lógico-matemática mencionada anteriormente):

“As pessoas de estilo “convergente” são pessoas que buscam encontrar o uso prático de uma ideia ou teoria; têm alta capacidade de resolver problemas. A solução de problemas é obtida em processos formais de decisão. ”

 

Aprender exige sair da nossa zona de conforto, se desafiar, olhar para o novo, aceitar que há um caminho que precisa ser percorrido e que não há tantos atalhos possíveis. E quais são os benefícios de ser um eterno aprendiz? Para mim é a satisfação de superar desafios e o orgulho de dizer: EU SEI FAZER ISSO!

“A mente que se abre a uma nova ideia jamais voltará ao seu tamanho original”. Albert Einstein

(Você também pode curtir o artigo: Atalhos e Caminhos)

Foto: Freepik