A tecnologia facilitou nossas vidas. Podemos conversar com as pessoas por meio de um telefone celular com uma facilidade incrível ou ainda enviar e-mails, ou deixar recados no FACEBOOK ou TWITTER aos amigos de qualquer parte do mundo.
Num aparelho menor que a palma de nossa mão, podemos armazenar dados, músicas e imagens. É um admirável mundo novo.
A Europa já não está mais tão distante. Cruzamos o oceano em poucas horas. China, Índia, Japão, Austrália estão mais próximos. Fazemos parte de uma pequena e tecnológica aldeia global.
As mulheres já não são mais tão submissas. A Tecnologia possibilitou a elas fazerem parte do mundo econômico. Não contratamos trabalhadores, levando-se em conta somente a força bruta, mas sim a capacidade de comunicação e relacionamento, a intuição e a inteligência.
Ken Olson estava tremendamente enganado quando afirmou que não haveria qualquer razão para que as pessoas quisessem ter um computador em suas casas. Hoje, eles são carregados em maletas e bolsas como bichinhos de estimação ou instrumentos de trabalho.
Cada dia surge uma nova invenção. Uma estrela vira um planeta. Um trem é capaz de se locomover sem tocar os trilhos e as descobertas científicas mudam o conhecimento como quem vira a página de um livro.
As novas descobertas são tantas que estão deixando os cientistas confusos, especialmente em relação aos chamados planetas “Super Terras”. Outro fato que provoca admiração é a descoberta da galáxia mais luminosa do universo. Ela possui um brilho superior a 10 bilhões de estrelas como o sol e situa-se a 2.000 milhões de anos luz de distância da terra.
Outro grande desafio que tenta se desvendar é o funcionamento do cérebro humano. Como ele consegue guardar lembranças, definir as cores, sentir o amor, a tristeza, a alegria, a inveja, a solidão e tantos sentimentos diferentes. E além disto, por que temos esta necessidade da eternidade, não aceitando simplesmente a ideia de que tudo um dia possa acabar?
Progredimos, rompemos fronteiras e vimos o mundo se transformar. Até o tempo tem sofrido transformações e apesar de vivermos mais, temos a nítida sensação de que tudo passa muito rápido. As inúmeras atividades e o ambiente demasiadamente dinâmico têm nos roubado um pouco de vida, ou pelo menos a sensação de viver plenamente.
Diante deste contexto resta-nos fazer uma pergunta a nós mesmos. Estamos realmente vivendo ou a vida está passando por nós de uma forma tão rápida que não há tempo para senti-la verdadeiramente?
Será que a necessidade de eternidade vai aumentar fazendo com que as pessoas busquem cada vez mais pela espiritualidade, como forma de compensar a brevidade da vida?
Será este o admirável mundo novo profetizado por Huxley?
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