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As quatro etapas do desenvolvimento

AS QUATRO ETAPAS DO DESENVOLVIMENTO

Está mais do que na hora de mudarmos nossa maneira de liderar e desenvolver os profissionais dentro de uma empresa, se quisermos ter ambientes realmente competitivos.

O contexto em que nos encontramos é absurdamente dinâmico. Não é mais possível querermos que as pessoas realmente aprendam tão rapidamente por meio do repasse de técnicas e sessões relâmpagos de desenvolvimento. Os cérebros humanos precisam aprender a pensar, pois somente assim conseguiremos avançar.

Vejo com preocupação ideias e rituais vazios que são constantemente testados por muitas organizações que não levam em consideração a real capacidade de assimilação e o aprendizado perene.

Um exemplo rotineiro acontece em relação a ineficácia dos processos de treinamento. Nossa mente necessita passar por 4 etapas para que o conhecimento seja gravado em nossos neurônios.

A primeira etapa é a aquisição de dados, a segunda é a informação que acontece com a repetição dos dados recebidos, a terceira etapa é o conhecimento que dá significado e compreensão e a 4ª. e última é o “saber” que acontece quando observa-se, se o conhecimento está realmente gravado em nossas mentes e pronto para ser utilizado. David Rock criador da metodologia Neurocoaching esclarece mais sobre isto em seu livroNão diga aos outros o que fazer – ensine-os a pensar.

O que geralmente acontece é que poucas iniciativas orientadas ao desenvolvimento chegam a última fase e por este motivo precisam ser repetidos várias vezes. Outro ponto impactante é a falta de conhecimento das pessoas que lideram em relação ao funcionamento do cérebro humano, suas potencialidades e expectativas. .

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Para algumas atividades precisamos de pessoas autocentradas, racionais e objetivas e para outras precisamos de gente que seja amável, interativa e extrovertida. É claro que a comunicação é importante para todas as funções, no entanto ela não tem a mesma importância. É muito comum querermos todas as boas competências em todos os profissionais, todavia isto não é possível. Ao conhecermos sobre estas necessidades conseguimos ter gente mais motivada em cada função.

Não Diga aos Outros o Que Fazer – Ensine-os a Pensar

Para se sentir confortável em uma determinada empresa o trabalhador precisa estar conectado socialmente. O cérebro humano é um órgão social e necessita de estímulos constantes. Nesta condição a preparação dos profissionais que lideram é substancial, pois são elas as principais responsáveis para promover a interação organizacional e a motivação.

De acordo com o francês Jean Bartoli, consultor, filósofo e professor, o trabalho desinteressante é um mal do capitalismo moderno, onde somente o que importa é o resultado financeiro. Este ambiente na verdade provoca perdas a longo prazo, pois pessoas motivadas trazem mais resultados e as desmotivadas mais problemas.

Quando o pensamento único é o resultado financeiro, como tem acontecido em muitas organizações de todos os tipos e tamanhos, as pessoas nitidamente ficam em segundo plano e esquecemos que a prosperidade organizacional depende das mentes que se conectam para que os resultados sejam atingidos.

Um fato que evidencia o descaso do modelo em relação ás pessoas é o pavor que muitos executivos sentem quando chegam a maturidade. Os planos de cargos e salários são extremamente ameaçadores, pois as empresas precisam ser competitivas e para isto também precisam reduzir os seus custos. Temos também o feedback “estilo sanduiche”, uma prática já desatualizada, especialmente com as novas gerações, mas utilizada por meio mundo, além de outras práticas duvidosas ou de resultados pífios.

O líder do século XXI precisa cuidar das pessoas e para fazer isto deve compreender sobre comportamentos, para extrair o melhor que o ser humano têm dentro de si. Isto garantirá a próspera sobrevivência de longo prazo das organizações, pois não existe em nosso modelo empresa que prospere e cumpra seu papel social se não tiver lucros.

Quando compreendermos mais sobre as atividades cerebrais e aspirações das pessoas, conhecendo de fato o que as move, teremos resultados de empresas do primeiro mundo.

Não custa ainda reforçar que nosso cérebro não trabalha bem com altos níveis de estresse. Se não observarmos algo tão obvio, como conseguiremos ter negócios realmente inovadores e rentáveis.