Assessment é uma palavra que foi apropriada por algumas áreas, tais como psicologia e
engenharia, para designar uma forma de acesso a algo que está dentro. Não sou engenheiro,
nem tampouco psicólogo, mas este texto ficará preso ao significado que está relacionado com
o que está dentro do nosso inconsciente, portanto segundo a definição da psicologia.
Como entrar dentro de algo para conhecer o seu interior? Se fosse no contexto da engenharia
certamente haveria a chance de ser mais simples, afinal poderia se tratar de algo físico e
adentrar o que é palpável é mais previsível do que algo que é intangível.
Quando falamos de Assessment em humanos, estamos nos referindo a métodos e técnicas que
foram desenvolvidos para que seja possível entrar no inconsciente das pessoas para então
fazer leituras, as mais diversas. O mais usual é relacionado aos comportamentos, que pode ser
feito por meio de ferramentas como o DISC por exemplo.
Longe de ser um teste psicológico, o Assessment DISC traz para o indivíduo pesquisado e/ou
para a empresa contratante deste serviço, uma visão mais clara sobre os comportamentos –
algumas vezes conscientes e outras inconscientes – e suas implicações com o meio social onde
aquele indivíduo vive – trabalho, escola, círculo de amigos, turma do futebol e do vôlei por
exemplo.
O que existe e é uma prática bastante comum é não restringir o Assessment ao DISC e sim mesclá-lo com outras ferramentas de avaliação
Existem várias metodologias de Assessment DISC e todas elas têm em comum dois pontos:
- O modelo quadriforme de padrões de comportamento;
- Sua incapacidade de tratar sozinho sobre competências.
Sim, DISC não trata de competências e também por não ser um teste psicológico, não trata de
personalidade, apenas comportamentos, possíveis habilidades comportamentais, estilos de
tomada de decisão, ambiente ideal para o melhor rendimento, estilo de liderança,
preferências de relacionamentos interpessoais e da interação deste todo junto ao meio em
que aquela pessoa vive bem como suas implicações na vida pessoal, na carreira, nos estudos,
etc.
O que existe e é uma prática bastante comum é não restringir o Assessment ao DISC e sim
mesclá-lo com outras ferramentas de avaliação, psicológicas ou não, para buscar o cruzamento
entre toda a leitura comportamental que o DISC traz com possíveis competências, aptidões ao
trabalho ou talentos e tipos de personalidade. Embora mais amplo e completo, este tipo de
Assessment muitas vezes esbarra em um problema econômico e por isso temos visto cada vez
mais forte o movimento das plataformas tecnológicas de Assessment e em sua maioria
concebidas a partir do modelo DISC, servindo como ferramenta principal para acesso ao
interior de humanos que se pretende contratar ou então movimentar funcionalmente.
Este assunto é deveras polêmico, ainda mais nos dias de hoje tão acalorados pelas discussões
do tipo “nós x eles” e pela explosão mercadológica – às vezes covarde e irresponsável – dos
grandes “negócios” relacionados ao desenvolvimento humano tais como escolas de coaches
que querem ensinar psicologia aos leigos em 2 fins de semanas e ainda querem tratar isso
como se fosse normal. Porém, um fato é que o mundo nos possibilita hoje um número
considerável de ferramentas para entender o funcionamento interno e inconsciente de
pessoas e isso, se isso da maneira correta e por profissionais certificados e acima de tudo
qualificados, pode nos ajudar a responder a principal pergunta de um RH Estratégico: Qual é a
pessoa certa para ocupar a posição X em minha empresa?
Se você quiser ampliar esta discussão, fique à vontade para entrar em contato comigo pelo e-mail fabricio@fabricioalbrecht.com.br