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FakeApp e Justiceiros Sociais

A tecnologia da comunicação avançou significativamente nos últimos anos, possibilitando o acesso abrangente aos meios de divulgação de ideias e também de grandes tolices.

Cinquenta por cento do que circula nas redes, conforme levantamento feito recentemente nos EUA, são informações sem qualquer fundamento ou boatos que tem objetivos escusos e até cruéis.  Também concluiu a pesquisa que os boatos são compartilhados numa velocidade maior que as notícias verdadeiras.

Todo mundo virou juiz, árbitro, dono da verdade. Todos se tornam do dia para a noite celebridades, algumas com comportamentos responsáveis, outros nem tanto.

Os boateiros de plantão criam informações falsas e não há um filtro que remova o que é lixo. Esta situação pode causar conflitos sociais e preocupa os governos de todo o mundo.

Nossa tecnologia evoluiu mais rápido que nossa consciência

Foi criado recentemente o FAKEAPP que coloca rostos de qualquer pessoa em vídeos pornográficos. Imaginem o que uma ferramenta como esta pode causar na vida das pessoas.

Nossa tecnologia evoluiu mais rápido que nossa consciência. A humanidade ainda continua se matando e criou tecnologias, algumas bastante perversas. Drones já estão sendo usados em batalhas, como aconteceu recentemente na Síria.

O domínio da tecnologia tende a aumentar a desigualdade entre as nações. A prosperidade está ficando cada vez mais refinada e de difícil acesso as nações mais pobres.

(Leia também: Provocamos Emoções)

Logicamente a tecnologia tem seu lado positivo, mas também tem um lado obscuro e perigoso quando é colocada nas mãos de pessoas que não sabem utilizá-las e isto deixa o mundo mais vulnerável.

Muitos justiceiros sociais, aqueles que se acham no direito de julgar as atitudes e definir penas a outras pessoas, tem cometido uma série de injustiças pelo mundo afora. O atropelamento de um cão, filmado por um telefone celular pode provocar um linchamento. A foto tirada de uma namorada num motel, por um sociopata pode acabar com a vida de toda uma família.

Enquanto ainda precisarmos de policiais nas arenas para conter as turbas ensandecidas. Enquanto “o macho alfa”  matar a sua fêmea por causa de uma traição. Enquanto sentirmos prazer em assistir um ser humano dar murros na cara de outro até jogá-lo imóvel no chão. Enquanto não tivermos controle em relação aos comportamentos agressivos daqueles que estão a margem da sociedade, continuaremos a ver no avanço tecnológico em algumas áreas como algo extremamente perigoso.

Não podemos deixar de considerar o perigo que as organizações também tem passado nestes tempos tecnológicos. A preocupação é grande e os sistemas de segurança não estão conseguindo conter ações de larápios cibernéticos.

(Dica do editor: Assista ao vídeo –  Neurociência e sua aplicação no mundo corporativo.)