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JESUS NO SÉCULO XXI

Algumas vezes, penso como seria Jesus e que linguagem ele usaria se estivesse fazendo sua pregação na Terra nos dias de hoje.

Em vez de carpinteiro, que profissão ele teria? Motorista, enfermeiro, motoboy, médico, designer, engenheiro, pescador, executivo, ferramenteiro, programador?

Qual seria a sua nacionalidade, onde moraria e como viajaria? Se ele tivesse uma página no Facebook, quem seriam seus amigos e o que ele curtiria ou compartilharia?

Falaria sobre as crianças que ainda passam fome nos cantos da terra, sobre as vítimas do terrorismo, a corrupção política desoladora, a falta de ética e de solidariedade humana. Acalentaria os desempregados, os deprimidos, aqueles que tiveram grandes decepções ou perderam entes queridos?

Seria entrevistado em programas de televisão? Participaria de algum show de música gospel, festa eletrônica ou shows sertanejos que em alguns casos também evocam o seu nome?

As pessoas zombariam de seus ensinamentos ou ouviriam com atenção? Ele participaria de congressos, seminários e workshops? Utilizaria ferramentas de tecnologia de ponta para levar a sua palavra ao um número maior de pessoas?

Jesus pregaria contra o lixo que circula na internet, a devastação do planeta, o tráfico de drogas, a falta de responsabilidade social, o assédio moral, o totalitarismo de esquerda e de direita e a opressão? Repreenderia os fundamentalistas que acham que suas verdades são únicas e definitivas, sejam cristãos, muçulmanos, agnósticos ou ateus?

Ele lutaria contra a segregação e o preconceito de todos os tipos? Conversaria com as prostitutas, os abandonados, os mendigos, os doentes e as crianças carentes? Ele visitaria locais sombrios pelas noites do mundo? Faria suas pregações dentro de uma igreja ou nas prisões, praças e hospitais?

Ele aplaudiria ou condenaria a construção de templos suntuosos e a cobrança mensal de parte dos salários dos trabalhadores?

O que ele pensaria sobre as inúmeras divisões religiosas de seu próprio ensinamento, no qual cada um diz ser a original e verdadeira?

Jesus entraria em algum templo para dizer que é mais importante falar de esperança do que instigar o medo apocalíptico? Participaria de passeatas contra a violência, a miséria e a fome? Cobraria das autoridades mais seriedade em relação as políticas públicas? O que ele falaria aos empresários, aos padres e pastores? Ele faria alguma acepção em relação ás mulheres, como fazem muitas seitas e religiões?

Apoiaria a política do G-7, do G-20, da ONU e de tantas outras organizações, ou levantaria cartazes com palavras de ordem por mais respeito a dignidade humana?

Ele seria novamente perseguido e traído? Sua mãe se chamaria Maria? Quem seriam seus apóstolos, seus amigos e sua família? E como ele se vestiria? Seria moderno, vanguarda, liberal ou se comportaria de forma mais tradicional para não chamar a atenção?

Ele seria reconhecido por seus seguidores ou em razão de tanto fanatismo eles o negariam, pois muito do que ele falasse iria contra as ideias ultraconservadoras e verdades absolutas?

É difícil saber as respostas, mas com certeza, Jesus falaria de AMOR, pois é disto que a humanidade ainda mais precisa.

UM ABENÇOADO NATAL A TODOS E QUE SEJAMOS CADA VEZ MAIS FORTES PARA ENFRENTARMOS OS DESAFIOS QUE A VIDA NOS OFERECE.