Eu não tenho como não aproveitar esta oportunidade!”, confidenciou-me o profissional que estava ansioso para largar o trabalho para iniciar um negócio próprio. Em face do argumento, comentei: “Você sabe como se chama em língua portuguesa uma pessoa que persegue oportunidades?” Bem, a resposta é óbvia, chama-se oportunista!
Mas então você pode pensar: “Qual é o problema em perseguir uma boa oportunidade? Afinal, como já diz o ditado, cavalo encilhado não passa duas vezes”. Na verdade, não há problemas em aproveitar oportunidades. O problema real é viver de oportunidades.
A diferença entre o líder e o oportunista (nas empresas e na vida) é que o primeiro tem uma missão e, por meio dela, avalia e encontra oportunidades que estão em consonância com seus objetivos. É a missão que garante que este escolherá as oportunidades que valem o esforço e
o sacrifício que advirão dessa escolha. Já o segundo acredita que a oportunidade o
levará milagrosamente em direção ao sucesso e que, para isso, não precisará realizar nenhum esforço. Por isso mesmo, o oportunista desanima diante da menor dificuldade, mudando de direção (mas não de atitude), perseguindo eternamente novas oportunidades que em suas mãos
sempre se convertem em ouro dos tolos.
Líderes constroem projetos. Oportunistas perseguem sonhos.
Assim, podemos dividir os seres humanos em dois grupos: os que ditam as tendências e os que seguem as tendências. E quem dita tendências? Somente aquele que desafia e questiona a ordem estabelecida e os modelos vigentes terá força moral para ditá-las, pois quem se diferencia sempre recebe ataques da concorrência.
Por isso, se realmente quisermos fazer a diferença, precisamos nos perguntar se com nossas ações perseguimos o mero ganho material ou se estas estão de fato orientadas para a construção de um legado. Sim, sei que a vida é efêmera! E, como tal, todo legado (de uma simples poesia, às pirâmides do Egito) tem seus dias contados e está sujeito à ação do tempo e ao esquecimento da memória.
A diferença entre o líder e o oportunista (nas empresas e na vida) é que o primeiro tem uma missão
Mas, se realmente estivermos comprometidos com o nosso legado, compreenderemos que não seremos medidos pelo tamanho da obra que iremos deixar, mas sim pelo esforço e abnegação que dedicamos à construção dessa obra.
Todas as grandes pessoas que fizeram a diferença para a humanidade, para o mercado ou simplesmente na vida de seus familiares, agiram por algo maior que seus interesses mesquinhos.
Assim, o grande paradoxo é que só se torna valorizado quem reconhece o valor que agrega.
Por isso, aqui fica a dica: quer ser reconhecido e valorizado? Então, passe a valorizar as pessoas, as ações e a diferença que você quer fazer na vida dos outros.
Se hoje o egoísmo é uma tendência, cabe a você saber se quer seguir essa moda ou ditar uma “nova tendência”, denominada altruísmo.
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