Assim como aconteceu com o MARKETING que teve fases evolutivas até chegar ao 3.0 (três ponto zero), a área de RECURSOS HUMANOS enfrenta atualmente uma de suas maiores revoluções e é matéria de discussão tanto no mundo acadêmico como empresarial.
RH 1.0
É centrado nas atividades de Administração de Pessoal, marcado por aspectos legais, rotinas trabalhistas e atividades burocráticas.
RH 2.0
É uma mistura do RH 1.0 com ações centradas na busca por resultados, utilizando-se de processos, ferramentas e indicadores de desempenho dos mais variados. Nesta fase 2.0 o discurso era focado em estatísticas de desempenho, na maioria dos casos esquecendo-se da complexidade que forma o ser humano, suas perspectivas e reais necessidades.
Finalmente, após tantas experiências, a área que cuida das pessoas passou a ser vista de forma mais abrangente. Não somente porque as pessoas evoluíram em seus conceitos, mas principalmente porque os desafios respaldaram esta evolução. Ou pensamos de forma mais inteligente sobre o assunto, ou a sustentabilidade econômica será abalada em nossas empresas e em nosso país. Os indicadores mostram doenças emocionais em crescimento, baixa produtividade, treinamento insuficiente ou inadequado, falta de liderança e uma incrível inexistência de percepção da realidade e suas respectivas demandas.
Em RH já discutimos “o sexo dos anjos” em acalorados debates, defendendo a ideia de que o ser humano não é um recurso e por este motivo seria errada a denominação “Recursos Humanos.” Algumas empresas mudaram para Gestão de Pessoas. Trocaram somente o nome, mas as práticas continuaram as mesmas. Em seguida tivemos uma nova onda que passou a defender a ideia de que as pessoas deveriam ser chamadas de talentos.
(Leia também: NEUROLIDERANÇA – Uma empresa é feita de cérebros)
“Talento” não pode ser somente uma nomenclatura jogada aos quatro ventos. É necessário que rituais e práticas sejam implantadas para que as pessoas possam realmente ser vistas como talentos, ou seja, aquilo que tem muito valor.
RH 3.0
Agora chegamos a uma nova fase no mundo de RH, denominado 3.0 (três ponto zero). Nesta nova modalidade a Gestão de Pessoas está sendo substituída pela Liderança de Pessoas – muito mais abrangente, pois liderar é amplo e vai ao encontro das expectativas das pessoas de um jeito mais holístico.
“Talento” não pode ser somente uma nomenclatura jogada aos quatro ventos. É necessário que rituais e práticas sejam implantadas para que as pessoas possam realmente ser vistas como talentos, ou seja, aquilo que tem muito valor.
O RH 3.0 finalmente coloca as pessoas no centro das discussões e estratégias. Ele se baseia na “Atenção especial ao Ser Humano”, na “Busca pela prosperidade da empresa” e no “Desenvolvimento da Inteligência Organizacional”.
A atenção especial ao ser humano pressupõe o cuidado com as pessoas desde o recrutamento e seleção, até a avaliação profunda das competências e o desenvolvimento sistemático. A Busca pela alta competitividade da organização tem como preceito colocar as pessoas certas nos lugares certos, dando feedbacks constantes e aprimorando as competências conforme necessidades individuais e coletivas. Este trabalho precisa de ações que promovam a inovação e a criatividade como forma de tornar a empresa cada vez mais sólida, entendendo ainda que em muitos casos a maior ameaça não é a concorrência mas a falta de inovação nos processo e nas relações.
O RH 3.0 é uma evolução fundamentalmente necessária no complexo ambiente em que nos encontramos.
É possível ser mais competitivo desde que se disponha de mentes e ferramentas adequadas.
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