Que pergunta maluca, né? Mas dê uma chance ao texto e você logo vai entender que uma
bicicleta no teto do seu carro é mais comum do que imagina, mesmo que você não tenha
carro.
Talvez você já tenha reparado naqueles carros de passeio que andam com um “bagageiro” no
teto. Eles circulam muito pelas ruas nas épocas de férias e geralmente se caracterizam por
estarei cheios de gente dentro – amo gente! Alguns modelos de bagageiro são realmente altos
mas nada comparado a transportar uma bicicleta no teto do carro.
Certamente você já viu um carro de passeio transportando uma ou duas bicicletas no seu teto.
Logisticamente falando parece uma boa ideia pois o teto do carro é um espaço subaproveitado
e a bicicleta de pé fica, como popularmente muitos a chamam, “magrela”, o que parece não
afetar tanto assim a dirigibilidade do veículo. Sim, só parece.
quantas vezes você tentou mudar um comportamento e não obteve sucesso?
Na verdade a bicicleta não afeta o centro de gravidade do automóvel porque ela é “magrela”,
mas a forma como o condutor dirige precisa ser outra completamente diferente. Ele precisa
lembrar a todo tempo que está com uma bicicleta de pé em cima do veículo e que ela aumenta
em, pelo menos 1 metro a altura e por isso não é por qualquer situação que o condutor pode
passar.
Esta analogia me lembra nossa mente e nossos comportamentos. A ciência nos diz que em
média, temos entre 5% e 7% de comportamentos conscientes contra 93% à 95% de
comportamentos inconscientes. E o que isso tem de relação com a bicicleta no teto? Simples:
quantas vezes você tentou mudar um comportamento e não obteve sucesso?
(Leia também: Autoconhecimento, o grande Eldorado de todos os tempos)
Como funcionamos no “automático” a maior parte do tempo, não percebemos que estamos
entrando em acessos com teto rebaixado ou com limitação de altura e aí, quando menos
esperamos, batemos nossa bicicleta, danificando ela e o carro que estamos dirigindo.
Diversas ferramentas de autoconhecimento podem ser usadas para que entendamos como nossa
programação automática funciona, mas se quisermos realmente mudar um comportamento,
precisamos sempre lembrar “o motorista” que estamos com uma “bicicleta no teto”.
E você pode usar diversas técnicas, como os motoristas usam, como criar algum lembrete
visual que esteja dentro do seu raio de visão para que sempre que olhar para ele saiba que não
pode passar em locais baixos. No Coaching temos algumas ferramentas chamadas de âncoras,
que podem ser criadas para que você traga para o seu consciente a lembrança de que precisa,
diante daquela situação, agir de forma diferente porque o “teto é baixo” e por ali você não
pode passar.